terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pensões - Um debate que ainda vai ter de ser feito.



Pelos dados finais de 2008 e de 2014, temos o seguinte:

2008 2014 Variação anual
Contribuições SS 13.082M€ 13.658M€ +0.7%
Pensões pagas SS 12.818M€ 15.457M€ +3.2%
Contribuições CGA 2.298M€ 5.018M€ +13.9%
Pensões pagas CGA 6.079M€ 8.503M€ +4.0%
Contribuições SS+CGA 15.380M€ 18.676M€ +3.3%
Pensões pagas SS+CGA 19.528M€ 23.959M€ +3.5%

Três comentários:
  • as contribuições para a CGA são, em grande medida, destinadas a pensões;
  • as contribuições para a SS abrangem muitas outras pretações socias para além das pensões: Subsídio familiar a crianças e jovens; Subsídio por doença; Subsídio desemprego e apoio ao emprego ; Complemento Solidário para Idosos; Outras prestações; Ação social; Rendimento Social de Inserção; pensão velhice do regime substitutivo dos bancários...
  • o aumento das contribuições para a CGA deve-se, em grande medida, ao aumento do pagamento por parte do Estado das contribuições devidas enquanto entidade empregadora, o que não era feito há muitos anos.
O saldo entre as contribuições e os pagamento (só de pensões!) tem aumentado em cada ano que passa e (também) passa, por aqui, a resolução para a viabilidade das contas públicas.

Não defendo que as pensões sejam altas, apenas que o seu cálculo seja revisto para que este saldo não aumente indefinidamente a bem das gerações actuais e futuras.

3 comentários:

Torres da Silva disse...

Caro blogger: não sei se estaremos todos interessados em discutir apenas os efeitos da situação (na verdade, preocupante). Eu também estou interessado nas causas.
Manda a verdade que se diga, até porque toca numa das causas do estado calamitoso da CGA (o Estado nunca contribuíu o que lhe competia como entidade patronal) que o tema da insustentabilidade do pagamento das pensões seja LIGADO às CAUSAS e não apenas aos efeitos.
De outro modo, só posso ver no seu post "mais do mesmo" como justificação para punir quem é reformado.
Não é isso que pretende, pois não?

Tyago Oliveira disse...

Olá Caro Blogger.

Sou um grande admirador do seu blog, pois acho-o bastante interessante e completo. Gostava de saber se na proxima publicação se podia abordar o assunto da divida portuguesa e por onde ela está realmente destribuida.

Carlos Sério disse...

Exatamente, "o Estado nunca contribuíu o que lhe competia como entidade patronal", já não contando do dinheiro que retirava da SS para suprir outras
obrigações.