domingo, 29 de setembro de 2019



Acerca desta notícia:

Com dívida de Portugal nos 300%, "imaginem o choque de 2% nas taxas de juro", alerta Horta Osório

fui consultar os dados do Banco de Portugal (Boletim Estatístico set/2019)

K.1.1 Rácios de endividamento em %% do PIB (valores de dez/2015 e jun/2019)

Setor público não financeiro:
167.6 > > 160.4 ( - 7.2 pontos)

Empresas Privadas:
147.5 > > 126.4 ( - 21.1 pontos)

Particulares:
80.4 > > 69.3 ( - 11.1 pontos)

Total:
395.5 > > 356.1 ( - 39.4 pontos)

Apesar de todos estarem a contribuir para o abaixamento da dívida em %% do PIB, nota-se bem o esforço de empresas e particulares e, em menos escala, do Estado. Penso que estes dados não têm em conta os depósitos, que abatem aqui diretamente. No entanto, estes são os números.

sábado, 28 de setembro de 2019

Execução Orçamental - ago/2019




Com as contas de agosto de 2019 já disponíveis, 2/3 do ano está fechado. Comparamos aqui os períodos

setembro/2017 >> agosto/2018  vs.  setembro/2018 >> agosto/2019


Receita Total : 49,455M€ ( + 2,368M€ ; + 5.0% )


Receitas fiscais : 45,567M€ ( + 2,020M€ ; + 4.6%)

IRS : 15,231M€ ( + 2,662M€ ; + 21.2%)

IRC : 6,240M€ ( + 109M€ ; + 1.8%)
IVA : 17,562M€ ( + 1,152M€ ; + 7.0%)
ISP : 3,498M€ ( + 90M€ ; + 2.7%)

Despesa Total : 53,573M€ ( + 3,078M€ ; + 6.1%)


Despesa Corrente Primária : 46,608M€ ( + 3,352€ ; + 7.8%)


Despesa de Capital : 3,090€ ( + 1,321€ ; + 74.7%)

Despesas com juros : 6,965M€ ( - 274M€ ; - 3.8%)

Saldo Primário : 2,848M€ ( piorou 985M€ )


Saldo : -4,117M€ ( piorou 711M€ ; corresponde a 2.2% do PIB projetado para 2019)


As contas estão a melhorar? OPS!!!


As receitas fiscais crescem ABAIXO das despesas.

A despesa corrente primária cresce ACIMA de 7%.

Até breve!

domingo, 28 de julho de 2019

Execução Orçamental - jun/2019



Com as contas de junho de 2019 já disponíveis, metade do ano está fechado. Comparamos aqui os períodos

julho/2017 >> junho/2018  vs.  junlo/2018 >> junho/2019


Receita Total : 49,632M€ ( + 3.436M€ ; + 7.4% )

Receitas fiscais : 45,721M€ ( + 3.014M€ ; + 7.1%)

IRS : 13,066M€ ( + 808M€ ; + 6.6%)
IRC : 6,454M€ ( + 730M€ ; + 12.8%)
IVA : 17,392M€ ( + 1,047M€ ; + 6.4%)
ISP : 3,470M€ ( + 73M€ ; + 2.1%)

Despesa Total : 53,071M€ ( + 2,483M€ ; + 4.9%)

Despesa Corrente Primária : 46,074M€ ( + 2,644€ ; + 6.1%)


Despesa de Capital : 2,851€ ( + 1,048€ ; + 58.2%)
Despesas com juros : 6,997M€ ( - 161M€ ; - 2.3%)

Saldo Primário : - 3,558M€ ( melhorou 792M€ )

Saldo : -3,439M€ ( melhorou 953M€ ; corresponde a 1.8% do PIB projetado para 2019)

As contas estão a melhorar? Sim. Como?

As receitas fiscais crescem acima das despesas. Mas muito pouco acima da despesa corrente primária...

Até breve!

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Endividamento do setor não financeiro (início de 2019)



No site eco.sapo.pt, vi hoje esta notícia que começa assim:

"O endividamento da economia aumentou para 729,6 mil milhões de euros em maio, revelou esta quinta-feira o Banco de Portugal. Trata-se de um novo valor recorde."

Fui ao site do Banco de Portugal e os dados são estes:

valores em milhões de € Maio de 2018 Maio de 2019 diferença
Setor Público não financeiro
322,456
328,480
+ 6,024 (+1.8%)
Empresas Privadas
258,301
259,101
+ 800 (+0.3%)
Particulares
141,132
142,050
+ 918 (+0.7%)
Total
721,889
729,631
+ 7,742 (+1.1%)

Relativamente ao peso destas dívidas no PIB:


valores em %% do PIB
Março de 2018
Março de 2019
diferença
Setor Público não financeiro
161.9
158.8
- 3.1 p.p.
Empresas Privadas
133.8
127.0
- 6.8 p.p.
Particulares
71.8
69.8
- 2.0 p.p.
Total
367.5
355.6
- 11.9 p.p.

A dívida aumentou ( e muito! ) em valor absoluto e diminuiu ( e muito! ) em peso no PIB. Não é a situação ideal e vai pagar-se mais tarde! Basta, a manterem-se os números da 1ª tabela, que o crescimento do PIB abrande para valores próximos de 1%.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Execução Orçamental - mai/2019



Com as contas de maio de 2019 já disponíveis, comparamos aqui os períodos

junho/2017 >> maio/2018  vs.  junho/2018 >> maio/2019


Receita Total : 49,412M€ ( + 5.011M€ ; + 11.3% )

Receitas fiscais : 45,702M€ ( + 4.776M€ ; + 11.7%)

IRS : 13,163M€ ( + 1,136M€ ; + 9.4%)
IRC : 6,405M€ ( + 2,207M€ ; + 52.6%)
IVA : 17,294M€ ( + 966M€ ; + 5.9%)
ISP : 3,477M€ ( + 86M€ ; + 2.5%)

Despesa Total : 52,450M€ ( + 1,757M€ ; + 3.5%)

Despesa Corrente Primária : 45,103M€ ( + 1,733€ ; + 4.0%)


Despesa de Capital : 2,150€ ( + 410€ ; + 23.6%)
Despesas com juros : 7,348M€ ( + 24M€ ; + 0.3%)

Saldo Primário : - 4,310M€ ( melhorou 3,279M€ )

Saldo : -3,038M€ ( melhorou 3,254M€ ; corresponde a 1.6% do PIB projetado para 2019)

As contas estão a melhorar? Sim. Como?

As receitas fiscais crescem acima de 11% !!!!! ;
despesa corrente primária cresce 4,0% ; muito acima do crescimento do PIB previsto para 2019. Isto não vai dar bom resultado...

Até breve!

edit este post foi corrigido a 28/07/2019.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Dívida Pública Portuguesa - Mar/2019 - Dados do Banco de Portugal



Evolução da dívida líquida
(as regras de contabilização da dívida líquida foram alteradas e, com isto, os valores assinalados com * não são comparáveis com os seguintes)

(em mil milhões de €)

Março de 2019 : 227.685 (boletim 05/2019)
Dezembro de 2018 : 228.281
Dezembro de 2017 : 223.003
Dezembro de 2016 : 218.419
Dezembro de 2015 : 218.093*
Dezembro de 2014 : 208.195*
Dezembro de 2013 : 196.304*
Dezembro de 2012 : 187.900*
Dezembro de 2011 : 170.904*
Dezembro de 2010 : 158.736*

Variação diária da dívida líquida:

2019 : + 11.873.973€ (últimos 12 meses terminados em mar/2019)
2018 : + 14.515.068€
2017 : + 12.558.904€
2016 : + 15.814.208€
2015 : + 26.065.753€
2014 : + 32.394.521€
2013 : + 23.024.658€
2012 : + 46.437.158€
2011 : + 33.336.986€

Em março de 2019, os depósitos aumentaram cerca de 417M€ (relativamente a dez/2018) ficando em cerca de 27,0 mil milhões de €.

Até breve!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Dívida Pública - ABR/2019 - Dados IGCP



Há algum tempo que não atualizo o blog, mas vai sendo tempo de ver quanto devemos...

A dívida emitida pelo IGCP tinha, no final de abril de 2019, o valor de 245.558.454.097€.


Como sempre, apresento os números para os últimos 12 meses, para se ter uma ideia da evolução do aumento da dívida.

A variação média diária, nos períodos indicados, foi a seguinte:

2019 : + 18.494.758 € (últimos 12 meses terminados em ABR/2019)
2018 : + 19.987.214 €
2017 : + 5.425.519 €
2016 : + 27.103.923 €
2015 : + 25.305.121 €
2014 : + 35.271.397 €
2013 : + 26.667.217 €
2012 : + 53.616.271 €
2011 : + 63.331.160 €
2010 : + 52.132.112 €
2009 : + 39.133.457 €

Em abril de 2019 a dívida emitida aumentou 6.642.701.773 € relativamente ao final de dezembro de 2018.

Comentários:

1. Em 2019, até final de abril aumentou em 57M€ o saldo em certificados de aforro e aumentou em 340M€ o de certificados do tesouro (saldo 397M€).

2 . 14.1% (14.4% em dez/2019) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares via certificados de aforro e certificados do tesouro. Este número inclui as novas obrigações do tesouro rendimento variável (6.950M€).

Até breve!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

sábado, 30 de março de 2019

Eleições Europeias 2019 - algumas inovações



Tirado daqui (eu editei para realçar o que considero mais importante)

Há cinco alterações a ter em conta nas próximas eleições e que, não mudando radicalmente o sistema, vêm trazer alterações que podem ser significativas os cidadãos. Já a começar nas europeias do próximo dia 26 de maio,
  1. vai estar disponível em projeto-piloto o voto eletrónico presencial no distrito de Évora;
  2. o voto antecipado em mobilidade,
  3. a disponibilização de uma matriz em braille para os cidadãos com problemas de visão,
  4. a eliminação do número de eleitor e
  5. o recenseamento automático dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro.

Em entrevista à TSF, a secretária de Estado adjunta e da administração interna, Isabel Oneto, explica todas as alterações e deixa a garantia de que "nenhuma das alterações que está a ser introduzida põe em causa a fiabilidade do sistema".
Não vou estar junto da minha secção de voto no dia das eleições. Posso votar antes?
A resposta é sim, desde que avise a administração eleitoral. O motivo, só a si pertence.
(...) Até à última alteração, com exceção dos reclusos e doentes, só podiam votar antecipadamente os cidadãos que fizessem prova junto da administração eleitoral por motivos de atividade profissional ou por motivos de estudo.(...) Portanto, damos a faculdade de, havendo uma comunicação a dizer "eu não estou e, portanto, preciso de votar antecipadamente", o eleitor pode votar no domingo anterior nas sedes dos distritos. 'Eu sou de Bragança mas estou no Algarve durante um mês', no domingo antes das eleições ele vai a Faro e vota. Tem lá o boletim de voto dele...
(...) Não pode haver uma permanente desconfiança da administração eleitoral perante os eleitores sobre as razões que o levam a não votar e a ter de se justificar para poder votar. Eliminámos os requisitos objetivos para o exercício do voto antecipado, alargando o seu âmbito subjetivo.
(...) E quais são os prazos?
Tem de haver uma comunicação entre o 14.º e o 10.º dia antes das eleições e vai haver um sistema no site do Ministério da Administração Interna.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Execução Orçamental - jan/2019



Com as contas de janeiro de 2019 já disponíveis, comparamos aqui os períodos

fevereiro/2017 >> janeiro/2018  vs.  fevereiro/2018 >> janeiro/2019


Receita Total : 48,476M€ ( + 2.666M€ ; + 5.8% )

Receitas fiscais : 44,895M€ ( + 2.459M€ ; + 5.8%)

IRS : 13,002M€ ( + 675M€ ; + 5.5%)
IRC : 6,392€ ( + 595M€ ; + 10.3%)
IVA : 16,817M€ ( + 758M€ ; + 4.7%)
ISP : 3,422M€ ( + 55M€ ; + 1.6%)

Despesa Total : 51,697M€ ( + 1.339M€ ; + 2.7%)

Despesa Corrente Primária : 44,513M€ ( + 1.235€ ; + 2.9%)


Despesa de Capital : 2,017€ ( + 296€ ; + 17.2%)
Despesas com juros : 7,184M€ ( + 86M€ ; + 1.2%)

Saldo Primário : + 3,964M€ ( melhorou 1.431M€ )

Saldo : -3,221M€ ( melhorou 1.327M€ ; corresponde a 1.7% do PIB projetado para 2019)

As contas estão a melhorar? Sim. Como?

As receitas fiscais crescem 5,8% ;
despesa corrente primária cresce 2,7% ; muito acima do crescimento do PIB previsto para 2019. Isto não vai dar bom resultado...

Até breve!