quinta-feira, 23 de junho de 2011

Execução Orçamental - Maio 2011



JANEIRO-MAIO 2011


Receita Total : 15089.6M€ (+970.9M€ ; +6.9%)
Das quais :
Receitas fiscais : 13512.6M€ (+762.2M€ ; +6.0%)
IRS : 2945.4€ (+327.1M€ ; +12.5%)
IRC : 2141.3€ (-107.4M€ ; -4.8%)
IVA : 5851.3€ (+705M€ ; +13.7%)
ISP : 959.9€ (-24.4M€ ; -2.5%)

Despesa Total : 17195.5M€ (-1340.8M€ ; -7.2%)
Despesa Corrente Primária : 15366.4€ (-954.8M€ ; -5.9%)
Despesa de Capital : 956.3€ (-26.1M€ ; -2.7%)
Saldo : -2105.9M€ ( aprox. 1.5% PIB previsto em 2011 )



- Despesas com pessoal : -294.4 M€ (-7.2%) - aparentemente, continua controlada pela redução salarial e redução na contratação de novos funcionários.
- Aquisição de bens e serviços correntes : +186.8 M€ (+49.0%) - quase anula o ponto anterior...
- Juros e outros encargos : 872.8M€ (-29.2%) - este valor não deve ser levado a sério...
- Pensões pagas pela CGA : +104 M€ (+3.5%)
- Pensões pagas pela SS : +143 M€ (+2.9%)

Dívida Directa do Estado - Maio 2011



Em Abril e Maio a dívida aumentou e muito!
Como já disse noutros posts, abstenho de grandes comentários pois todos os telejornais e programas de debates abordam este tema.

Valor (Maio de 2011) : 164.347.649.580 (+8.3% que em final de 2010)

Representa cerca de 97% do PIB

Média diária em 2011 (  Jan-Mai  ) : 83.265.039€
Média diária em 2010 (todo o ano) : 52.132.112€
Média diária em 2009 (todo o ano) : 39.133.457€

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reembolso de 7 mil milhões de €€



Tal como tinha dito aqui, o mês de junho seria o primeiro teste a sério e, pelo que vi na TV, conseguimos reembolsar as OT graças à almofada que a troika nos enviou.

Agora há que diminuir a despesa a sério para que se vá ganhando folga.

Por curiosidade, em Junho de 2012 o Estado irá precisar de uns 12 mil milhões entre juros e reembolso de OT...

Próxima paragem : Execução Orçamental Jan-Mai 2011. Cá estaremos!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Zeca Afonso



Para fugir um pouco ao tema deste blog, ou talvez não...

Assisti há pouco ao final do que percebi ser o último capítulo de 3 sobre a vida do Zeca Afonso.
Na RTP2 claro está.

"Maior que o pensamento"

Declarações do Zeca em 1984, nas "comemorações" dos 10 anos do 25 de Abril:
(o texto não é uma citação, mas as ideias são estas)

A sociedade oferecida hoje aos jovens traz enormes problemas, talvez mais do que os que a minha geração teve, sendo o maior o desemprego. Não foi para isto que foi feito o 24 de abril e só nos resta uma atitude de recusa e subversão à sociedade que nos é imposta. Cheia de discursos bonitos , com fundamento legal, mas teleguiada por um qualquer FMI ou banqueiro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Esta do em pré-rotura financeira



Algumas notícias que saíram nos últimos dias levam-me a confirmar a impressão que tenho de a informação não é toda revelada mas que, por outro lado, uma pessoa minimamente informada conclui imediatamente que algo vai mal. E quando digo "minimamente informada" quero dizer alguém que pensa nestes assuntos uns 10 minutos por dia. Vejam estas duas notícias:


servicos ja em ruptura pedem mais dinheiro ao governo


adiar a contabilização de 200 milhões de euros para efeitos de défice


O que escrevi a 17/04/2011:


"Sei que, em várias instituições há grandes dificuldades de tesouraria, grandes quantias sujeitas a cativação e não libertação de fundos para concretização de vários programas.
Parece-me que parte desta (aparente) diminuição de necessidade de financiamento tem a ver com o não pagamento de diversas quantias associadas muitos projectos nas áreas educativa e de acção social espalhados por todo o país."

O que escrevi a 18/04/2011:


"Até lá, a obrigatoriedade da retenção de dinheiro nos cofres do Estado porá muita pressão nos fornecedores e nas transferências que o Estado está obrigado a fazer para as mais diversas instituições. Penso que as autarquias, hospitais, universidades, politécnicos e escolas estão entre as mais visadas."

domingo, 22 de maio de 2011

Execução Orçamental - JAN/ABR 2011



Continuo sem tempo... Ficam os números:

JANEIRO-ABRIL 2011
Receita Total : 11.265.800.000€ (+1.673M€ ; +17.4%)
Das quais :
Receitas fiscais : 10.135.300.000M€ (+1.460M€ ; +16.8%)
IRS : 2.870.800.000€ (+674M€ ; +30.7%)
IRC : 736.900.000€ (+193M€ ; +35.6%)
IVA : 4.442.300.000€ (+745M€ ; +20.2%)
ISP : 775.300.000€ (-6M€ ; -0.8%)




Despesa Total : 13.804.900.000M€ -425M€ ; -3.0%)
Despesa Corrente Primária : 12.198.400.000€ (-293M€ ; -2.3%)
Despesa de Capital : 793.300.000€ (-7M€ ; -0.9%)

Saldo :
-2.539.100.000M€ ( aprox. 1.5% PIB previsto em 2011 )

O saldo até abril melhorou consideravelmente, com a contribuição das receitas a ser de 80% dessa melhoria. Essencialmente, há uma cobrança bastante superior de IRS e IVA. No lado das despesas:


- Despesas com pessoal : -221.2 M€ (-6.9%) - tendo em conta os cortes de salários e os mais de 8.000 aposentados só em 2011 é de prever que continue a aliviar um pouco. Este item é facilmente controlável.
- Aquisição de bens e serviços correntes : +136.8 M€ (+23.1%) - difícil dizer o que cabe aqui e a razão deste aumento...
- Juros e outros encargos : -126.2M€ (-12.9%) - esta descida tem a ver com as datas de vencimento das OT e dos BT.
- Pensões pagas pela CGA : +81 M€ (+3.4%)
- Pensões pagas pela SS : +114 M€ (+2.9%)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dívida Directa do Estado - Abril 2011



O post que ontem escrevi estranhamente não aparece aqui...
Resumo, que o tempo não dá para mais:


Dívida total (fim de abril de 2011) : 158.177.019.805€


Este valor corresponde a 97.4% do PIB previsto para 2011 e representa um aumento de 4.2% relativamente ao final de 2010.


Média diária em 2011 (até final de abril) : 53.353.260€
Média diária em 2010 : 52.132.112€
Média diária em 2009 : 39.133.457€

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Execução Orçamental MARÇO 2011 - Comentário



O aumento da receita fiscal é o garante da melhoria das contas do Estado, nos primeiros 3 meses de 2011.
75% da melhoria do défice (sim, ainda temos défice) é feito do lado das receitas.
Nas despesas, continua muito por fazer.


Vejamos alguns números:

- IRS : +275 M€ (+13.0%) - não consigo explicar esta, embora tenha a minha suspeita...
- IVA : +557 M€ (+18.4%) - reflexo do aumento da taxa máxima de IVA
- IRC : +183 M€ (+54.3%) - (ainda o) reflexo da tributação de dividendos estraordinários em dezembro.
- ISP : +1M€ (+0.2%) - contracção no consumo de combustível
- ISV : +12 M€ (+6.6%) - reflexo da antecipação da compra de carros para dezembro
- IUC : +6 M€ (+16.3%) - idem

Estes 6 itens representam 1034 M€ dos 1155 M€ de aumento da receita.

No campo das despesas:

- Despesas com pessoal : -198.2 M€ (-8.2%) - este é um número estranho visto que os cortes tinham como objectivo 5%. Haverá aqui factores que desconheço (redução de horas extraordinárias, suplementos e ajudas de custo?)
- Aquisição de bens e serviços correntes : +98.3 M€ (+49.5%) - aqui há muito a fazer...
- Juros e outros encargos : -41.1M€ (-17.7%) - esta descida tem a ver com as datas de vencimento das OT e dos BT.
- Pensões pagas pela CGA : +56 M€ (+3.1%)
- Pensões pagas pela SS : +86 M€ (+2.9%)
Relembro o que escrevi há um mês:

O final do mês de março vai trazer números bons, espero eu, e o desafio será quando chegarem os de abril e seguintes. Os juros começarão a pesar por essa altura...

Execução Orçamental MARÇO 2011



Receita Total : 8.877.300.000€ (+1.155M€ ; +15.0%)

Receitas fiscais : 8.024.500.000M€ (+1.038M€ ; +14.9%)
IRS : 1.649.000.000€ (+275M€ ; +13.0%)
IRC : 266.500.000€ (+183M€ ; +54.3%)
IVA : 2.863.500.000€ (+557M€ ; +18.4%)
ISP : 573.600.000€ (+1M€ ; +0.2%)

Despesa Total : 9.896.400.000M€ -375M€ ; -3.6%)
Despesa Corrente Primária : 9.177.400.000€ (-345M€ ; -3.6%)
Despesa de Capital : 528.000.000€ (+12M€ ; +2.2%)

Saldo : -1.019.100.000M€ ( aprox. 
0.6% PIB previsto em 2011 )

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Em Junho, nova dor de cabeça!



As eleições de Junho são escassos dias antes do Estados ter de reembolsar 4.899 mil milhões de €€ e de pagar 1.770 mil milhões em juros.

Até lá, a obrigatoriedade da retenção de dinheiro nos cofres do Estado porá muita pressão nos fornecedores e nas transferências que o Estado está obrigado a fazer para as mais diversas instituições. Penso que as autarquias, hospitais, universidades, politécnicos e escolas estão entre as mais visadas.