sábado, 30 de junho de 2012

Execução Orçamental - JAN/MAI 2012 (comentário)




As receitas caíram 2.3%, em linha com a recessão esperada.

No lado das despesas
  • a despesa corrente primária caiu 3.7%, sendo que 47% desta queda é explicada pela queda das despesas com pessoal,
  • a despesas com juros aumentou 80% e é responsável por 58% do défice do Estado,
  • as despesas com pensões aumentaram 5.3%.
Ao contrário das notícias pessimistas que esta semana inundaram os jornais, não penso que a execução orçamental esteja a correr assim tão mal. Por pontos, explico porquê:
  • A queda das receitas parece ter estancado nos 2% - 3% ;
  • Os juros são a fatia maior do défice, o que significa que uma renegociação das taxas de empréstimo a que estamos sujeitos pode aliviar bastante o défice;
  • a despesa corrente primária está a cair a uma taxa superior à queda das receitas;
  • o aumento das pensões seria de apenas 2.6%, não fosse o pagamento das pensões aos ex-bancários;
  • no caso da CGA, pela primeira vez de há algum tempo para cá, a pensão média atribuída baixou, o que a continuar levará a um crescimento menos acentuado deste item.
Há vários perigos que agora urge acautelar e que se resumem num ponto:
  • queda das receitas fiscais pela diminuição generalizada da actividade económica e do incentivo à economia paralela.
Srs Governantes, toca a tomar acções que retornem a confiança no País!

2 comentários:

murphy disse...

"Srs Governantes, toca a tomar acções que retornem a confiança no País!"

Talvez este designio esteja mais na mão dos jornalistas e redações, do que na ão dos governantes...

Cumprimentos!

S de Sofia disse...

Para que a confiança e credibilidade se instaurem é necessário, a meu ver, que exista equidade e transparência.
Beijinhos,
Sofia