Onde se escreve acerca da dívida do Estado, da execução orçamental e temas relacionados.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Dívida Directa do Estado - Janeiro de 2011
Uma boa notícia!
A dívida directa do estado no final de Janeiro de 2011 diminuiu 212.166.654€ relativamente ao final de 2010.
É um bom sinal, que poderá ser reforçado com a execução orçamental de Janeiro de 2011.
Aguardemos...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
www.indexmundi.com
Ao ver este programa fui à net e encontrei um site com muitos dados estatísticos interessantes.
Coloco aqui alguns dos que lá estão:
Dívida pública em %% do PIB (variação 2000-2009)
Grécia : 97.0 >> 126.8 (+29.8)
Portugal : 61.0 >> 76.1 (+15.1)
Itália : 121.5 >> 116.0 (-5.5)
Espanha : 63.3 >> 53.2 (-10.1)
Irlanda : 82.1 >> 65.5 (-16.6)
PIB per capita em dólares não ajustado à inflação (variação 2000-2009)
Irlanda : 20,300 >> 45,100 (+122%)
Grécia : 13,900 >> 30,000 (+116%)
Espanha : 17,300 >> 33,100 (+91%)
Itália : 21,400 >> 31,200 (+46%)
Portugal : 15,300 >> 21,900 (+43%)
Rácio Exportações/Importações (2000-2009)
Irlanda : 150% >> 148%
Portugal : 72% >> 64%
Espanha : 82% >> 69%
Grécia : 45% >> 31%
Impressionante o saldo da Irlanda neste último rácio e o facto de ter sido o 2º país a ser intervencionado.
Também me parece que serão o mais bem posicionado para, logo que se resolvam os problemas com a banca, retome a sua senda de crescimento.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Peso da CGA e da SS para as gerações futuras
A CGA e a SS são o principal pilar das pensões em Portugal. Nos últimos 30 anos tomaram-se muitas medidas que elevaram as responsabilidades destas entidades para níveis quase insustentáveis.
Para se ter uma ideia deste crescimento, veja-se o quadro (valores em milhões de €€) :
(NOTA : este quadro refere-se apenas a pensões e não inclui outras prestações sociais como subsídio de desemprego, licenças de maternidade/paternidade, baixas médicas, rendimentos social de inserção, etc.)
Grosso modo, os pagamentos aumentaram 1.000 milhões de €€ por ano nos últimos 4 anos a um ritmo anualizado de 5.5% (os valores são nominais, não incluem inflacção) .
Está bom de ver que o crescimento destas despesas são incomportáveis e apenas se podem contrariar com medidas justas e corajosas.
A formação actual das pensões na SS é feita, grosso modo, atribuindo 2% a cada ano de descontos do beneficiário. Assim, o máximo a que terá direito será 80% do seu melhor salário.
Na CGA a fórmula é diferente, e beneficia os trabalhadores do Estado comparando com os do privado.
Face a isto, faria sentido promover algumas medidas para controlar o crescimento actual e futuro destas despesas. Algumas que me fazem sentido são:
- Igualar o cálculo da pensão na CGA com o da SS;
- Impôr um tecto às novas pensões a atribuir de 4 salários mínimos. A todos quantos se reformassem com valores superiores, seriam devolvidos ao longo dos 10 primeiros anos de reforma os descontos que efectuaram "a mais";
- Os salários acima do valor referido anteriormente teriam descontos para a SS de 0% para os valores acima daquele;
- Diminuição da taxa de formação da pensão em 0.04% até ao valor de 1.60% daqui a 10 anos, com efeitos a partir deste ano.
- Uniformizar os descontos efectuados para a SS : 22% pela entidade patronal, 12% pelo trabalhador.
- Tornar obrigatório a subscrição de um fundo de capitalização pessoal (gerido pelo Estado ou por uma entidade privada de forma ultra-conservadora) com a contribuição de 1% por parte do trabalhador e 1% por parte da entidade patronal, seja pública ou privada. Estas percentagens seriam deduzidas aos descontos referidos no ponto 4. Na altura da reforma seria convertida numa renda vitalícia da responsabilidade de uma seguradora privada.
Parecem-me medidas que não teriam grande contestação e que, a muito breve prazo, ajudariam controlar a despesas nestes items tão importantes.
Mais, penso que chamariam à atenção das pessoas que têm, elas próprias, de "construir" a sua pensão de reforma e não esperar apenas pelo Estado.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Emissão de dívida - Update - 02/02/2011
As emissões de dívida prosseguem. Aqui apenas as sujeitas a leilão:
data // montante // taxa // procura // montante2011 // taxa2011
BT (de todas as maturidades)
5-jan-2011 // 500M€ // 3.686% // 2.6 // 500M€ // 3.686%
19-jan-2011 // 750M€ // 4.029% // 2.6 // 1.250M€ // 3.892%
2-fev-2011 // 455M€ // 2.984% // 4.8 // 1.705M€ // 3.650%
2-fev-2011 // 800M€ // 3.710% // 2.6 // 2.505M€ // 3.669%
OT (de todas as maturidades)
12-jan-2011 // 650M€ // 5.396% // 2.6 // 1.650M€ // 5.396%
12-jan-2011 // 599M€ // 6.716% // 3.2 // 2.249M€ // 6.03%
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Receita Total : 36.307.000.000€ (+1.591M€ ; +4.6%)
Das quais :
Receitas fiscais : 32.332.100.000M€ (+1.679M€ ; +5.5%)
IRS : 8.965.800.000€ (+15M€ ; +0.2%)
IRC : 4.591.500.000€ (+51M€ ; +1.1%)
IVA : 12.161.200.000€ (+1278M€ ; +11.7%)
ISP : 2.409.400.000€ (-25M€ ; -1.0%)
Despesa Total : 50.555.600.000M€ (+1.782M€ ; +3.7%)
Despesa Corrente Primária : 41.592.400.000€ (+1.580M€ ; +3.9%)
Despesa de Capital : 3.991.500.000€ (+238M€ ; +6.3%)
Saldo : -14.248.600.000M€ ( aprox. 8.6% PIB previsto em 2010 )
Falta somar ao saldo alguns itens sendo o mais relevante o fundo de pensões da PT.
Emissão de dívida - Update - 20/01/2011
As emissões de dívida prosseguem. Aqui apenas as sujeitas a leilão:
data // montante // taxa // procura // montante2011 // taxa2011
BT
5-jan-2011 // 500M€ // 3.686% // 2.6 // 500M€ // 3.686%
19-jan-2011 // 750M€ // 4.029% // 2.6 // 1.250M€ // 3.892%
OT
12-jan-2011 // 650M€ // 5.396% // 2.6 // 1.650M€ // 5.396%
12-jan-2011 // 599M€ // 6.716% // 3.2 // 2.249M€ // 6.03%
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Dívida Directa do Estado - Final de 2010
A dívida directa do estado no final de 2010 era de 151.774.628.631€.
Este valor é, aproximadamente, 92% do PIB previsto para o ano em questão.
O aumento em valor no ano passado foi de 19.028.221.104€ , o que dá uma média diária de 52.132.113€
Deixo algumas variações anualizadas do aumento da dívida
Variação 2010/2009 : +14,3%
Variação 2001/2010 : +7,7%
Variação 1980/2010 : +14,9%
e um gráfico que fala por si :
Belo exemplo de uma função exponencial com expoente positivo, não acham?
NOTA : estes dados representam o valor absoluto e não estão corrigidos da inflacção.
Emissão de dívida - Update - 12/01/2011
data // montante // taxa // procura // montante2011 // taxa2011
BT
5-jan-2011 // 500M€ // 3.686% // 2.6 // 500M€ // 3.686%
OT
??-jan-2011 // 1.000M€ // ??% // 2.6 // 1.000M€ // ??% (fonte)
12-jan-2011 // 650M€ // 5.396% // 2.6 // 1.650M€ // 5.396% (só taxas conhecidas)
12-jan-2011 // 599M€ // 6.716% // 3.2 // 2.249M€ // 6.03%
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Operações na dívida - 1º trimestre 2011
No primeiro trimestre deste ano novo serão reembolsados 3 séries de BT no valor global de 10 mil milhões de €€, igualmente distribuídos pelos meses de janeiro, fevereiro e março.
Estão previstas emissões de BT no valor global de 4.25 mil milhões de €€ a 7.25 mil milhões de €€.
Será importante acompanhar a evolução das receitas e despesas do Estado para verificar se este saldo positivo previsto de, pelo menos, 2.75 mil milhões será atingido.
Desconheço o programa de emissão de obrigações, mas daqui deverão vir algumas novidades pois o défice continuará a existir em 2011.
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