sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Dados INE - Turismo AGO/2018



O turismo tem sido, reconhecidamente, uma parcela importante na evolução económica do nosso país. Muita reabilitação urbana, muitos hotéis novos, muitos proveitos na restauração. Estará a arrefecer?

Alguns dados daqui

As dormidas de residentes e de não residentes no período de janeiro a agosto de 2018, registaram respetivamente variações de +3,7% e -2,2% relativamente a idêntico período de 2017. 

No total, o número de dormidas baixou 0.5%

  • O mercado britânico (20,2% do total das dormidas de não residentes) recuou nos primeiros oito meses do ano 9,4%.
  • As dormidas de hóspedes espanhóis (16,8% do total) decresceram ... desde o início do ano 1,0%.
  • O mercado francês (11,5% do total) registou uma redução de 2,1% desde o início do ano. 
  • No mercado alemão (9,5% do total) verificou-se uma redução de 3,9% desde o início do ano.
  • Nos primeiros oito meses do ano, o realce vai para os mercados norte-americano (+23,1%), canadiano (+19,6%) e brasileiro (+12,1%) 

A taxa líquida de ocupação desceu de 75.8% para 73.8%.

os proveitos totais aumentaram 3.5%.

Parece estar aqui expressa o esgotar da capacidade de resposta do turismo. Vamos acompanhando.

Boas leituras!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Dívida Pública Portuguesa - Ago/2018 - Dados do Banco de Portugal



Evolução da dívida líquida (as regras de contabilização da dívida líquida foram alteradas e, com isto, os valores assinalados com * não são comparáveis com os seguintes)

(em mil milhões de €)

Agosto de 2018 : 224.868 (boletim 10/2018)
Dezembro de 2017 : 223.003
Dezembro de 2016 : 218.419
Dezembro de 2015 : 218.093*
Dezembro de 2014 : 208.195*
Dezembro de 2013 : 196.304*
Dezembro de 2012 : 187.900*
Dezembro de 2011 : 170.904*
Dezembro de 2010 : 158.736*

Variação diária da dívida líquida:

2018 : + 5.668.493€ (entre final de ago/2017 e final de ago/2018)
2017 : + 12.558.904€
2016 : + 15.814.208€
2015 : + 26.065.753€
2014 : + 32.394.521€
2013 : + 23.024.658€
2012 : + 46.437.158€
2011 : + 33.336.986€

Em agosto de 2018, os depósitos aumentaram cerca de 19M€ ficando em cerca de 26,0 mil milhões de €.

Relativamente aos depósitos no final de agosto de 2017, o aumento é cerca de 1,8 mil milhões de euros.

Número a reter : 5.668.493€ (aumento diário líquido da dívida nos últimos 12 meses)

Até breve!

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Dívida Pública - AGO/2018 - Dados IGCP



A dívida emitida pelo IGCP tinha, no final de julho de 2018, o valor de 245.831.571.980€.

Como sempre, apresento os números para os últimos 12 meses, para se ter uma ideia da evolução do aumento da dívida.

A variação média diária, nos períodos indicados, foi a seguinte:

2018 : + 535.285 € (últimos 12 meses terminados em AGO/2018)
2017 : + 5.425.519 €
2016 : + 27.103.923 €
2015 : + 25.305.121 €
2014 : + 35.271.397 €
2013 : + 26.667.217 €
2012 : + 53.616.271 €
2011 : + 63.331.160 €
2010 : + 52.132.112 €
2009 : + 39.133.457 €

Em agosto de 2018 a dívida emitida aumentou 1.178.142.345 € relativamente a julho.

De qualquer modo, as obrigações que venceram pagavam juro alto e isso é bom a médio prazo.

Comentários:

1. Em agosto foram resgatados 2M€ em certificados de aforro e subscritos 166M€ de certificados do tesouro (saldo 164M€).

2 . 14.2% (14.2% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares via certificados de aforro e certificados do tesouro. Este número inclui as novas obrigações do tesouro rendimento variável (6.950M€).

Até breve!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Execução Orçamental - AGO/2018



Com 8 meses de 2018 decorridos, comparamos aqui os períodos

setembro/2017 >> agosto/2018  vs.  setembro/2016 >> agosto/2017

Receita Total : 47,088M€ ( + 1.771M€ ; + 3.9% )

Receitas fiscais : 43,547M€ ( + 1.811M€ ; + 4.3%)

IRS : 12,570M€ ( + 176M€ ; + 1.4%)
IRC : 6,131€ ( + 906M€ ; + 5.8%)
IVA : 16,411M€ ( + 906M€ ; + 5.8%)
ISP : 3,407M€ ( + 69M€ ; + 2.1%)

Despesa Total : 50,494M€ ( + 857M€ ; + 1.7%)

Despesa Corrente Primária : 43,255M€ ( + 917€ ; + 2.2%)
Despesa de Capital : 1,769€ ( + 88€ ; + 5.2%)
Despesas com juros : 7,239M€ ( - 60M€ ; - 0.8%)

Saldo Primário : + 3,832M€ ( melhorou 854M€ )

Saldo : -3,407M€ ( melhorou 914M€ ; corresponde a 1.9% do PIB projetado para 2018)


As contas melhoraram? Sim. Como?

As receitas fiscais crescem 4,3% ;
despesa corrente primária cresce 2,2% ;

Não tenho nada a acrescentar relativamente ao que escrevi no último post:

As receitas crescem acima da economia e as despesas um pouco abaixo.

Não dá para continuar assim muito tempo

Até breve!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Notícia eco.pt - Défice até AGO/2018



Comentário feito neste blog a 02.10.2018

Bom dia
Qual a explicação para uma redução significativa do deficit paralelo a um constante aumento da divida?
Obrigado

Se há déficit, a dívida aumenta. Ponto. A boa notícia é que a dívida nova tem taxas bem inferiores à que vai vencendo. Mas isso é um fator externo que, em grande parte, não podemos controlar internamente.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Dívida Pública Portuguesa - JUL/2018 - IGCP



A dívida emitida pelo IGCP tinha, no final de julho de 2018, o valor de 244.653.429.546€.

Como sempre, apresento os números para os últimos 12 meses, para se ter uma ideia da evolução do aumento da dívida.

A variação média diária, nos períodos indicados, foi a seguinte:

2018 : + 1.218.226 € (últimos 12 meses terminados em AGO/2018)
2017 : + 5.425.519 €
2016 : + 27.103.923 €
2015 : + 25.305.121 €
2014 : + 35.271.397 €
2013 : + 26.667.217 €
2012 : + 53.616.271 €
2011 : + 63.331.160 €
2010 : + 52.132.112 €
2009 : + 39.133.457 €

Em junho e julho de 2018 a dívida emitida dimunuiu 1.691.273.602 € relativamente a maio.

Há aqui o efeito de uma amortização grande efetuada em junho, será necessário comparar com a evolução da dívida líquida. De qualquer modo, as obrigações que venceram pagavam juro alto e isso é bom a médio prazo.

Comentários:

1. Em junho e julho foram resgatados 8M€ em certificados de aforro e subscritos 317M€ de certificados do tesouro (saldo 309M€).

2 . 14.2% (14.2% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares via certificados de aforro e certificados do tesouro. Este número inclui as novas obrigações do tesouro rendimento variável (6.950M€).

Até breve!

domingo, 9 de setembro de 2018

Dívida Pública Portuguesa - Jul/2018 - Dados do Banco de Portugal



Complementarmente à dívida emitida e sobre a qual se pagam juros, o Estado guarda algum dinheiro em depósitos para a gestão corrente. Esta almofada foi construída, a grande ritmo, na altura da troika e, ultimamente, tem crescido a ritmo menor. Tem um custo grande, pois parte deste dinheiro podia ser utilizado para não emitir dívida nova ou recomprar no mercado dívida já emitida. Sobre esta, deixaríamos de pagar juros. Passemos aos números.

Evolução da dívida líquida (as regras de contabilização da dívida líquida foram alteradas e, com isto, os valores assinalados com * não são comparáveis com os seguintes)

(em mil milhões de €)

Julho de 2018 : 227.541 (boletim 09/2018)
Dezembro de 2017 : 223.003
Dezembro de 2016 : 218.419
Dezembro de 2015 : 218.093*
Dezembro de 2014 : 208.195*
Dezembro de 2013 : 196.304*
Dezembro de 2012 : 187.900*
Dezembro de 2011 : 170.904*
Dezembro de 2010 : 158.736*

Variação diária da dívida líquida:

2018 : + 8.145.205€ (entre final de jul/2017 e final de jul/2018)
2017 : + 12.558.904€
2016 : + 15.814.208€
2015 : + 26.065.753€
2014 : + 32.394.521€
2013 : + 23.024.658€
2012 : + 46.437.158€
2011 : + 33.336.986€

Em junho e julho de 2018, os depósitos aumentaram cerca de 514M€ ficando em cerca de 26,0 mil milhões de €.

Relativamente aos depósitos no final de julho de 2017, o aumento é cerca de 1,8 mil milhões de euros.

Isto é, apesar do aumento da receita fiscal mencionada no post da execução orçamental referente a julho, e todo o bom andamento da economia, a dívida líquida ainda aumentou acima do 8 milhões de €€ por dia nos 12 últimos meses terminados a 31 de julho deste ano.

Até breve!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Dívida Pública Portuguesa - JUL/2018 - IGCP



A dívida emitida pelo IGCP tinha, no final de julho de 2018, o valor de 244.653.429.546€.

Como sempre, apresento os números para os últimos 12 meses, para se ter uma ideia da evolução do aumento da dívida.

A variação média diária, nos períodos indicados, foi a seguinte:

2018 : + 1.218.226 € (últimos 12 meses terminados em JUL/2018)
2017 : + 5.425.519 €
2016 : + 27.103.923 €
2015 : + 25.305.121 €
2014 : + 35.271.397 €
2013 : + 26.667.217 €
2012 : + 53.616.271 €
2011 : + 63.331.160 €
2010 : + 52.132.112 €
2009 : + 39.133.457 €

Em junho e julho de 2018 a dívida emitida dimunuiu 1.691.273.602 € relativamente a maio.
Há aqui o efeito de uma amortização grande efetuada em junho, será necessário comparar com a evolução da dívida líquida. De qualquer modo, as obrigações que venceram pagavam juro alto e isso é bom a médio prazo.

Comentários:

1. Em junho e julho foram resgatados 8M€ em certificados de aforro e subscritos 317M€ de certificados do tesouro (saldo 309M€).

2 . 14.2% (14.2% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares via certificados de aforro e certificados do tesouro. Este número inclui as novas obrigações do tesouro rendimento variável (6.950M€).

Até breve!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Execução Orçamental - JUL/2018



Com 7 meses de 2018 decorridos, comparamos aqui os períodos

agosto/2017 >> julho/2018  vs.  agosto/2016 >> julho/2017

Receita Total : 46,879M€ ( + 1.975M€ ; + 4.4% )

Receitas fiscais : 43,363M€ ( + 2.160M€ ; + 5.2%)

IRS : 12,365M€ ( + 352M€ ; + 2.9%)
IRC : 6,283€ ( + 507M€ ; + 8.8%)
IVA : 16,327M€ ( + 841M€ ; + 5.4%)
ISP : 3,394M€ ( + 65M€ ; + 2.0%)

Despesa Total : 50,585M€ ( + 938M€ ; + 1.9%)

Despesa Corrente Primária : 43,280M€ ( + 967€ ; + 2.3%)
Despesa de Capital : 1,820€ ( + 238€ ; + 15.5%)
Despesas com juros : 7,306M€ ( - 29M€ ; - 0.4%)

Saldo Primário : + 3,600M€ ( melhorou 1,088M€ )

Saldo : -3,706M€ ( melhorou 1,037M€ ; corresponde a 2.1% do PIB projetado para 2018)


As contas melhoraram? Sim. Como?

As receitas fiscais crescem 5,2% ;
A despesa corrente primária cresce 2,3% ;

Repito o que escrevi no último post referente a este assunto:

As receitas crescem acima da economia e as despesas um pouco abaixo.

Não dá para continuar assim muito tempo

Até breve!