Onde se escreve acerca da dívida do Estado, da execução orçamental e temas relacionados.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Cofres meio cheios? JAN/2016
Recebi o link para a notícia de que Cofres do Estado acabaram o ano só meio cheios
(13/1/2016).
Como já tenho referido, é-me difícil ter uma fonte (Banco de Portugal?, INE?, IGCP?, ...) única e fiável para apresentar os números corretos, mas cá vou tentando...
Em Novembro o valor indicado pelo Banco de Portugal ultrapassava os 18,6 mil milhões de €€.
Se agora apenas restam 6,6 mil milhões, devo estar a olhar os números errados no relatórios. Voltarei a isto em breve.
A notícia que refiro foi seguida da que dava conta de que Portugal paga juro de quase 3% em emissão a 10 anos – o mais elevado desde 2014 (14/1/2016) por um emissão de 4 mil milhões de €€.
No site do IGCP é possível verificar que, em Fevereiro o Estado terá de pagar 985 milhões de €€ de juros e amortizar uma emissão de 2,088 mil milhões que estava com um juro associado de 6.4%. Ora isto totaliza cerca de 3,074 mil milhões. Significa que ficam os restantes em caixa para ir cobrindo o défice.
Existem dados interessantes revelados pelo IGCP, que noutra ocasião trarei aqui.
Até já!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Cofres cheios
Num comentário a um dos últimos postsescreveram
"Uma pergunta. Neste momento qual é a evolução do dinheiro em caixa, disponível nas contas do estado.
Qual a evolução nos últimos 5 anos?"
Abri os relatórios do Banco de Portugal e apenas consigo ir até novembro de 2013:
Novembro 2013 : 10,875,000,000
Novembro 2014 : 15,135,000,000
Novembro 2015 : 18,664,000,000
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Execução Orçamental - NOV/2015
Cumpridos 11 de 12 meses do ano, atualizo os dados da execução orçamental referentes aos 12 meses terminados em NOV/2015. Isto é, considero os meses de OUT/2014 a NOV/2015.
Assim, comparando os últimos 12 meses com os 12 meses terminados em NOV/2014
Receita Total : 43,003M€ ( + 540M€ ; + 1.3% )
Das quais :
Receitas fiscais : 38,813M€ ( + 575M€ ; + 1.5%)
IRS : 12,709M€ ( - 559M€ ; - 4.2%)
IRC : 5,139€ ( + 240M€ ; + 4.9%)
IVA : 14,773M€ ( + 684M€ ; + 4.9%)
ISP : 2,223M€ ( + 118M€ ; + 5.6%)
Despesa Total : 48,776M€ ( - 362M€ ; - 0.7%)
Despesa Corrente Primária : 41,674M€ ( - 217€ ; - 0.5%)
Despesa de Capital : 1,361€ ( - 67M€ ; - 4.7%)
Despesas com juros : 7,103M€ ( + 83M€ ; + 1.2%)
Saldo Primário : + 1,330M€ ( melhorou 757M€ )
Saldo : -5,773M€ ( melhorou 674M€ ; corresponde a 3.2% do PIB projetado para 2015)
(melhoria do saldo: 80% receitas ; 20% despesas)
Até breve!
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Dívida Pública Portuguesa - NOV/2015 - IGCP
A dívida teve a seguinte variação média diária nos períodos indicados:
2015 : + 17.520.224€ (últimos 12 meses terminados em NOV/2015)
2014 : + 35.271.397€
2013 : + 26.667.217€
2012 : + 53.616.271€
2011 : + 63.331.160€
2010 : + 52.132.112€
2009 : + 39.133.457€
Este mês a dívida emitida diminuiu cerca de 1.541M€.
Comentários:
1. nos 12 meses terminados no final de NOV/2015, os certificados de aforro e tesouro responderam por 60% da necessidade de financiamento do Estado, o que significa que, neste período, a poupança interna financiou grande parte das necessidades do Estado, se descontarmos as amortizações que tiveram de ser efetuadas. O restante, terá sido pedido via Obrigações do Tesouro a investidores institucionais.
2. 9.11% (9.10% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares.
3. O total de dívida emitida este ano aumentou 3.4% (IGCP - até final de novembro) e a dívida líquida aumentou 2.2% (Banco de Portugal - até final de agosto).
Este mês, foram subscritos 160M€ de certificados por particulares.
Resta saber os dados do banco de Portugal para saber qual a variação líquida da dívida, isto é, tendo em conta os depósitos que o Estado detinha no final do mês de novembro.
Até breve!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Dívida Pública Portuguesa - OUT/2015 - Dados do Banco de Portugal
Já estão disponíveis os dados do Banco de Portugal, que incluem os depósitos que o Estado detém e que, na prática, abatem à dívida bruta para obter a dívida líquida.
Evolução da dívida líquida:
Dezembro de 2010 : 158.736 mil milhões de €€ (boletim 04/2013)
Dezembro de 2011 : 170.904 (boletim 04/2013)
Dezembro de 2012 : 187.900 (boletim 04/2013)
Dezembro de 2013 : 196.304 (boletim 04/2014)
Dezembro de 2014 : 208.128 (boletim 05/2015)
Outubro de 2015 : 213.524 (boletim 11/2015)
Aumento diário da dívida líquida:
2011 : 33.336.986€
2012 : 46.437.158€
2013 : 23.024.658€
2014 : 32.394.521€
2015 (até final de outubro) : 17.808.581€
No final de outubro de 2015 o aumento líquido da dívida é o menor desde há vários anose os depósitos cerca de 18.5 mil milhões de € ( quase 11% do PIB).
Até breve!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Execução Orçamental - OUT/2015
Execução Orçamental - OUT/2015
Cumpridos 10 de 12 meses do ano, atualizo os dados da execução orçamental referentes aos 12 meses terminados em OUT/2015. Isto é, considero os meses de NOV/2014 a OUT/2015.
Assim, comparando os últimos 12 meses com os 12 meses terminados em OUT/2014
Receita Total : 42,930M€ ( + 583M€ ; + 1.4% )
Das quais :
Receitas fiscais : 38,713M€ ( + 511M€ ; + 1.3%)
IRS : 12,735M€ ( - 599M€ ; - 4.5%)
IRC : 5,092€ ( + 152M€ ; + 3.1%)
IVA : 14,708M€ ( + 702M€ ; + 5.0%)
ISP : 2,219M€ ( + 119M€ ; + 5.7%)
Despesa Total : 49,045M€ ( - 362M€ ; - 0.7%)
Despesa Corrente Primária : 41,835M€ ( - 722M€ ; - 1.7%)
Despesa de Capital : 1,361€ ( - 67M€ ; - 4.7%)
Despesas com juros : 7,209M€ ( + 360M€ ; + 5.3%)
Saldo Primário : + 1,306M€ ( melhorou 752M€ )
Saldo : -6,115M€ ( melhorou 945M€ ; corresponde a 3.5% do PIB projetado para 2015)
(melhoria do saldo: 61% receitas ; 39% despesas)
Até breve!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Dívida Pública Portuguesa - SET/2015 - Dados do Banco de Portugal
Já estão disponíveis os dados do Banco de Portugal, que incluem os depósitos que o Estado detém e que, na prática, podem abater à dívida para obter a dívida líquida.
Evolução da dívida líquida:
Dezembro de 2010 : 158.736 mil milhões de €€ (boletim 04/2013)
Dezembro de 2011 : 170.904 (boletim 04/2013)
Dezembro de 2012 : 187.900 (boletim 04/2013)
Dezembro de 2013 : 196.304 (boletim 04/2014)
Dezembro de 2014 : 208.128 (boletim 05/2015)
Setembro de 2015 : 212.121 (boletim 10/2015)
Aumento diário da dívida líquida:
2011 : 33.336.986€
2012 : 46.437.158€
2013 : 23.024.658€
2014 : 32.394.521€
2015 (até final de setembro) : 14.626.374€
Em 2015 o aumento líquido da dívida é menor e os depósitos eram cerca de 18.2 mil milhões de € ( + de 10% do PIB).
Até breve!
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Dívida Pública Portuguesa - OUT/2015 - IGCP
A dívida teve a seguinte variação média diária nos períodos indicados:
2015 : + 17.033.419€ (últimos 12 meses terminados em OUT/2015)
2014 : + 35.271.397€
2013 : + 26.667.217€
2012 : + 53.616.271€
2011 : + 63.331.160€
2010 : + 52.132.112€
2009 : + 39.133.457€
Este mês a dívida emitida diminuiu cerca de 2.597M€.
Comentários:
1. nos 12 meses terminados no final de OUT/2015, os certificados de aforro e tesouro responderam por 66% da necessidade de financiamento do Estado, o que significa que, neste período, a poupança interna financiou grande parte das necessidades do Estado, se descontarmos as amortizações que tiveram de ser efetuadas.
2. 9.10% (8.91% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares.
3. O total de dívida emitida este ano aumentou 2.8% (IGCP - até final de outubro) e a dívida líquida aumentou 2.2% (Banco de Portugal - até final de agosto).
Este mês, foram subscritos 198M€ de certificados por particulares, o que é um valor baixo para as necessidades. Ainda assim, foi o 2º mês deste ano com mais subscrições.
Resta saber os dados do banco de Portugal para saber qual a variação líquida da dívida, isto é, tendo em conta os depósitos que o Estado detinha no final do mês de outubro.
Até breve!
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Evolução do saldo orçamental - JUN/2011 >> SET/2015
(os valores são a soma dos 12 meses terminados em cada um dos meses referidos)
Dos dados que tenho:
- JUN/2011 : saldo -12.520M€ ;
- SET/2015 : saldo -6.157M€ .
Neste período, variação da
- receita : +5.611M€ ;
- despesa : -752M€ .
Ou seja, 88% da consolidação foi feita pelo lado da receita (+ impostos) e 12% pelo lado da despesa (nomeadamente, despesas de capital que são reflexo do investimento.
Apertando um pouco o ângulo de visão:
- JUN/2011 : saldo primário - 3.067M€ ;
- SET/2015 : saldo primário + 342M€ .
Neste período, variação da
- receita fiscal : +5.002M€ ;
- despesa primária : +2.909M€ .
Ou seja, a despesa primária aumentou, eu diria bastante, mas a receita fiscal compensou esse aumento.
No futuro próximo, entendo que as despesas de capital terão de aumentar e a despesa primária de diminuir. Por outro lado, do lado dos impostos parece haver uma exaustão no crescimento.
Será que esta equação será resolvida?
Dívida Pública Portuguesa - SET/2015 – IGCP
A dívida teve a seguinte variação média diária nos períodos indicados:
2015 : + 15.579.896€ (últimos 12 meses terminados em SET/2015)
2014 : + 35.271.397€
2013 : + 26.667.217€
2012 : + 53.616.271€
2011 : + 63.331.160€
2010 : + 52.132.112€
2009 : + 39.133.457€
Este mês a dívida emitida aumentou cerca de 2.534M€.
Comentários:
1. nos 12 meses terminados no final de SET/2015, os certificados de aforro e tesouro responderam por 78% da necessidade de financiamento do Estado, o que significa que, neste período, a poupança interna financiou grande parte das necessidades do Estado, se descontarmos as amortizações que tiveram de ser efetuadas.
2. 8.91% (8.94% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares.
3. O total de dívida emitida este ano aumentou 4.0% (IGCP - até final de setembro) e a dívida líquida aumentou 2.0% (Banco de Portugal - até final de julho). Vejamos se as amortizações efectuadas/ a efectuar e a execução orçamental permitem que estes valores baixem.
Este mês, foram subscritos 167M€ de certificados por particulares, o que é um valor baixo para as necessidades. Ainda assim, foi o 3º mês deste ano com mais subscrições.
Resta saber os dados do banco de Portugal para saber qual a variação líquida da dívida, isto é, tendo em conta os depósitos que o Estado detinha no final do mês de setembro.
Até breve!
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